Deparo-me de fronte a mim, ali parado fitando o tempo, vazio, A folha ainda em branco, um desencanto suplicando a ser encanto, E com cara de bobo, parado no tempo e no vazio do profundo dos meus olhos, continuo de fronte a mim deparando-me com meus pensamentos, ou melhor, Com o único deles que se faz colorido naquele instante preto, branco e cinza; Fico imaginando palavras, versos e rimas para te descrever, falar de você com o coração estonteante e sem pretensão; penso no vinho, no beijo e desejo das pétalas, tuas, que muitas vezes se perdem nos meus dedos e beijos, seu sorriso é um mergulho profundo para esse vagabundo, metido a poeta nas horas vagas que se aproveita dos teus carinhos de mansinho, bem de mansinho sem pressa de novo para o gozo.
Preciso ti sublimar, nessas linhas mesquinhas que ti descrevem e transmuta-te em poesia, ou qualquer coisa parecida que fale de amor, desejo, saudade e tesão; tensão perto de ti é uma lacuna a ser preenchida rapidamente em milésimos de segundo pela perplexidade do estado existencial de realização e prazer de viver intraduzível em palavras e geralmente vivenciado a partir de curtos ou longos momentos, dentro de ti; escrevo e continuo nesse exercício buscando formas infinitas pra dizer eu te amo, é verdade, eu te amo, de tal maneira que me apaixonei até pelos seus piores defeitos, até o ódio que sinto por ti, não resiste a esse seu novo olhar 3 ponto 0.
Isso poderia ser mais uma carta de um garoto apaixonado, se ainda fosse um, ou apenas mais um trecho daquele diário escondido, se ainda tivesse um, poderia ser também cópia de um filme romântico clichê, se assim ainda existisse igual à gente, pois os clichês ultrapassam o tempo e dita a moda, essas palavras são apenas admiração acho que lá do fundo do coração para rimar, mas o que sei é que vem de dentro, de algum lugar do inconsciente (mas ciente do que a gente), que toca na mente e de repente arrepia a alma, assim me despeço pelas curvas de tuas ruas e ondas de teus cabelos negros.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
3.0
Postado por
Luiz Siqueira
às
04:34
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