O papel ainda esta em branco, penso sobre tudo o que quero e sobre o que devo escrever, diminuo a intensidade da luz e do barulho que invadem toda casa, me repouso sobre a cadeira e fico ali, olhando para o tempo esperando a inspiração chegar, mas ela não vem. Meus pensamentos vagam em outro mundo, num lugar distante de minhas mãos, sou mais rápido que minhas vontades, elas viram matéria antes de chegar a minha mente, sinto-me em uma metamorfose tardia e ligeiramente falha, como num casulo, uma libélula louca para descobrir-se borboleta; vejo que tudo ao meu redor não esta como precisaria esta, como eu queria que estivesse isso me faz a cada novo segundo procurar outro tijolo e como uma grande formiga, trabalhar sem descanso para reforçar e aumentar os pilares de minha responsabilidade, para que assim eu possa sustentar o mundo que me cabe em minhas costas, alguém certa vez me confessou que - ninguém poderia se apaixonar por mim... Não sei se consigo ou se quero ser de alguém, o que sei é que não consigo ser meu As primeiras linhas se preenchem com minhas fantasias e delírios, as palavras começam de um jeito torto a dar forma e um pouco de sentido aos meus anseios, entretanto continuo louco, meus devaneios são como generosas pitadas de adrenalina e renovação em meu peito, ta faltando um pouco do eu que cabe dentro de mim. A idéia é fugir das regras, desconstruir propositalmente até chegar à perfeição, ser mais assado do que assim, me livrar das vozes que tentam guiar meu caminho... Ter você mais dentro de mim, estar em seus sonhos, em seu corpo, ser sua preposição e por que não interrogação, uma incógnita que te leva a transcender as estrelas, vagar pela lua, atirar-se numa constelação de desejos, orgasmos, ser quem sabe um verbo, alguma palavra que se conjugue no presente e no futuro com o pronome nós, nessa historia que se desenrola, intensa, repleta de vontades e descobertas, com goles de coragem ao atirar-se no buraco negro das conjugações de nossas vidas, essa historia repleta de muitas vírgulas e sem nenhum ponto final. Somos embalados por nossa música, como essas letras que saem furtadas de minha mente, se unindo numa relação infinita de paixão que se fazem palavras disparadas em teu peito, palavras ditas, repetidas, palavras que se apaixonam por nós e de nossas vidas faz abrigo.
Fim, feito a noite que se segue e vira dia, chegou ao fim, os corpos quentes, perdidos em desejo, na troca do toque, na tentativa de estar dentro do outro, transcendendo, a paixão, o amor, o sexo, invadindo a alma, tomando de carona o espírito, a volúpia de tê-la e perde-la no instante seguinte, o suor, o gemido, toda aura em comunhão para um desfecho perfeito, parti-se a outra metade que se foi e ainda precisa voltar, o sol já esta indo embora e como a lua você vai voltar pra mim.
Lá vem ele, no meio da rua solitária, vazia e fria, sambando ao som do luar, bambo pra lá, bamba pra cá, pisando nas estrelas ele passa, o batuque de seu coração contagia o mundo, lá vem o pierrô apaixonado, ladeira abaixo, seus olhos arregalados, sorriso largo estampado no rosto pintado, disfarçado, escondendo a tristeza, na leveza da madrugada, o cachorro late e tende a segui-lo, o menino pierrô gravado como tatuagem, colorindo o preto e branco da noite, desajeitado, pierrô ousado, roubando corações alados, na procura do seu perdido há tempos atrás em alguma sarjeta, doce moleque, Don Juan assumido, amante... Da vida. Da vida alheia, é tudo que lhe resta, um trago no cigarro, um gole no copo e depois – foi bom pra você? -, pierrô vadio, que se perdeu no mundo e agora não consegue se achar, sem suas colombinas, bailarinas que flutuam em seu coração, um cão sem dono a procura de um lar – quer me adotar? -, um domador de espíritos cansado da vida, apaixonado por te, que não chega nunca para curar essas feridas, deitar ao seu lado e lançar conversas ao vento pela janela aberta, não chega para enfeitar seus dias, trazer um pouco de alegria a esse pobre homem que tudo que tem na vida é um chapéu engraçado, um trapo enfeitado e todo amor que sente por te que não chega nunca – Cadê você?-. O carnaval já se foi, com ele o som do surdo, tamborim e pandeiro, nele se foi junto com os estandartes a razão da sua vida, descompassado ele samba sem samba algum, trocando letras de samba enredo pelo teu nome, e ele grita no fim da ladeira, enchendo a cara a cada gole de coragem preso naquela garrafa que hora cai mais não cai de sua mão – eu te amo?-, sua voz ecoa e de eco não vem resposta, ele canta, tira a lua para dançar e sem pretensão ensina – são dois pra lá, dois pra cá? –. A noite vai se despedindo, a lua deita para dormir e o sol ergue-se para seus trabalhos, sobre o trilho que também é do trem, lá vai ele o pierrô, segue bêbado, sozinho, equilibrando-se nos trilhos, na vida, no amor, cantarolando e esperando por você que não chega – A tempo de me fazer feliz? -.
" (...) O meu mundo não é como o dos outros; quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta,atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!"
O pisciano tem um beijo inteiramente devotado à pessoa amada. É um beijo-doação, em que ele procura proporcionar o máximo de sensações, de prazeres, de sabores e calores... Por isso mesmo,é um beijo delicioso, que nunca se repete, mas se supera a cada nova experiência. Seus sonhos...
O Homem Pisciano e suas Características
O Homem do Signo de PeixesO casamento é sumamente importante para ele; sua felicidade se encontra no lar, se sua esposa souber compreendê-lo e preenchê-lo. Dificilmente são encontrados solteiros os piscianos, já que é ali (no casamento) que devem encontrar compreensão e afeto, o qual sabem receber e dar. Põe especial atenção em saber satisfazer a sua esposa, e necessita evitar o desejo de ser extremadamente o centro da atenção, para não resultar molesto.
Amante das viagens, no entanto é muito tendente ao aspecto doméstico, e tendente à inércia. Precisa se tornar mais ativo para realizar suas grandes aspirações. Sumamente sonhador e pouco concreto, é visto várias vezes fora da realidade, e que tem que afrontá-la bruscamente. Quando as dificuldades se agudizam, encerra-se em seu mundo de sonhos. No entanto é um companheiro ideal, se se tornar mais ativo e realista.
Muito idealista no amor, pode de pronto passar grande parte de sua vida buscando a sua companheira, a de seus sonhos, resultando assim um tanto "donjuanesco".
Fortemente sensual, pode se voltar para um exclusivismo egoista; porém, em momentos difíceis, impera sua generosidade, com a qual envolve por completo a seu companheiro. Pode ser duro, mas não injusto; precisa ser aceito para não se sentir abandonado. Como não consegue aguentar a rudeza e o esquecimento, pode se casar mais de uma vez. Tem uma alma de músico, escritor, poeta e de todas facetas estéticas.
Sinto-me preso dentro dessas paredes amareladas e marcadas por traços das nossas vidas, viro e reviro meus desejos e anseios contando cada segundo que me separam de minhas vontades, meus olhos percorrem o longo caminho que preciso seguir para chegar a tua cama (quem me dera se o corpo acompanhasse os olhos) e dela não mais sair, trocar e doar calor, suor, saliva, repetir, repetir, repetir... Movimentos, palavras disparadas contra o travesseiro, pegada, abraços, perder o fôlego e mais uma vez suar; peço incessantemente para que a lua se deite e outro dia logo chegue para encurtar a nossa distância, as vezes tão perto outras tantas tão longe, de nós. Às vezes pergunto-me o que quero da vida? Mesquinha, às vezes feliz, muitas vezes conturbada, atrapalhada e sem saída, a utopia de ser feliz por completo, realizado, no amor e na matéria, ser completamente algo que possa ser melhor, ou apenas ser do outro, ou dos outros, não consigo ainda ler suas letras minúsculas no fim do contrato... Às vezes pergunto-me o que quero de mim? Alguém atrapalhado, apaixonado, por todos os “Eus” que me cercam pisciano sonhador tentando mudar o mundo sem ao menos conseguir mudar a mim; escrevo minhas angustias, frustrações, minhas vontades repletas de desejo, cravo no papel minhas emoções, o entendimento desse mundo tão... Sou um amante a moda antiga, boêmio assumido, louco, transbordando vontades e criatividade, fugindo da rotina, mas morto de medo, do outro, da dor, da verdade, não sei o que quero de mim. Às vezes pergunto-me o quero de te? O que esperar de alguém que não sei quem é? De alguém que meus pêlos pulam ouriçados apenas ao escutar a voz, alguém que sonha com um futuro e tem medo do presente, o que fazer por esse alguém que não tem coragem de dar um passo sozinho, dobrar a rua e dizer – Adeus – não sei o que esperar de alguém que hora é assim, hora é completamente diferente, não sei o que pensar nem no que deixa de pensar. Preciso me acalmar chegar à praia e admirar o balé das ondas que assim como a vida vem e vai ao instante seguinte numa tomada de ar, preciso procurar o que eu quero de mim, da minha vida, dos meus caminhos, preciso... Preciso... Preciso de você, mesmo com hora certa para o fim.
Menina-mulher - de branco como a paz, reluzente, envolvente... Dama do meu destino, de sorriso largo, perfeito como os lábios no beijo, Perfeição de forma estrategicamente distribuída com pitadas de generosidade da natureza. Presente de Deus em minha vida, fonte de meu renascimento, minha fênix disfarçada de mulher, que ama, tem medo e vontades provocantes e tentadoras, minha fantasia real, motivo por qual perco o sono na volúpia de tê-la, por mais mil e duas noites, paz do meu espírito inquietação de meu desejo, flor que desabrocha e morre toda noite na solidão, achei em te uma saída e um recomeço para minha vida, um ponto de chegada para um corpo já cansado em busca apenas de calor, do suor que emana da tua pele, que respira desejo, me envolve nos teus beijos e que beijos; nas pontas dos dedos percorrendo tua pele, descobrindo cada canto do teu corpo, despindo tuas fantasias e explodindo em teus pêlos... Mergulhei em teu olhar penetrante e devastador que me levou a outra dimensão, me fazendo enxergar que podemos ser mais do que somos, ou simplesmente sermos... Paixão avassaladora que me tomou de carona me fazendo olhar pra trás e ver minha vida, frustrada, mesquinha e monótona. Menina-mulher – se pudesse entrar em seu coração, em seus pensamentos, tirar sua respiração e te fazer mulher sem deixar de ser menina, te acalentar, acalmar, fazer-te esquecer o mundo e lembrar só de te, retirar as pedras de seu caminho e poder dar-te um castelo de prazer, alegria e de vida. Volúpia de meu ser, teu cheiro cravou em mim como ferida profunda deixando sempre uma marca, minha mulher invisível que me acompanha todos os dias, todas as horas, a todo instante. A vida me tornou mais forte, decidido e confiante, porem, perto de te, sou apenas... Um sorriso, um suspiro, um beijo, um toque. Troquei minha vida pela sua antes de me apresentar a você... A mais linda delas... Da rosa que desabrocha e se mostra para encantar... Rainha desse pobre plebeu... Inocentemente perfeita... Além de tudo e de todos... Nos lábios o segredo do beijo... A surpresa boa que eu adorei ter...
Atiro-me a vida como num abismo. Um louco a beira do precipício, numa tomada de fôlego e no outro instante pronto, estou me jogando naquele buraco negro, incerto, repleto de interrogações, entrego-me a vida como num trago de cigarro apertado, desesperado, intenso, sem medidas e exagerado, sou eu atrás de algo que esqueci há muito tempo atrás, e não sei aonde. Perdi-me dentro de mim e tenho certeza que jamais vou me achar, peco pelo excesso, de amor, de doação, pelo excesso de raiva que me toma pela incapacidade de não te fazer feliz, de não ser o suficiente para você, de não ser o que você esperava que eu fosse ou ser além daquilo tudo que você queria. Afogo-me no copo de proposições que viram, mexe, dão movimento e inquietação aos meus sentimentos de tal maneira que fico sem saída, o imediatismo de minha vida frustrada e mal paga, achando um novo sentido para seguir em cada esquina, numa dose de vodca, ou simplesmente num delicioso beijo na ponta do nariz... Troco minha vida na tua carne, cravo minhas ilusões em teu seio perfeito, já não sei o que sou quem eu sou ou porque sou assim? Creio que a vida e suas entrelinhas nos permitem ser... Algo que ainda estamos longe de descobrir; os pensamentos vagam pela minha sala, por dentro do meu carro na velocidade que não me permitem parar e insistem em querer achar respostas para perguntas às vezes ainda nem feitas. Tudo poderia ser diferente, mais simples, sem tanta adrenalina, emoção exagerada com uma dose demasiada de drama piegas de novela mexicana; bebo-te a todo o momento como o remédio e o veneno para minha existência, ainda não sei quem sou... Invade-se minha vida sem ao menos pedir licença, quebrou meus preceitos e meus pré-conceitos, voltei a ser um menino, que sonha, que corre, arrisca e que ama antes de amar...
com certeza vamos nos encontrar, vejo isso como um roteiro de filme, daqueles que as personagens sempre se deparam com situaçoes inusitadas deixando o telespectador puto da vida e tentando adivinhar como será o desfecho da historia, mais o filme mesmo que pareça longo, ele envolve, faz você prender a respiração, ficar estatelado na poltrona roendo as unhas e torcendo para ter um final feliz, graça a atuaçao do casal protagonista e ao grande roteirista da vida...
Escrever é uma fuga para o meu mundo uma transcrição de sentimentos e sublimação da dor, é o jeito que encontro de ser eu, fazer o que gosto do jeito que gosto e de dividir com todos, esse blog é uma expressão daquilo que sinto, que vejo, que sou, um espaço de sonhos e verdades, degustem, por favor, sem moderação!