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segunda-feira, 29 de junho de 2009

100 Título

O papel ainda esta em branco, penso sobre tudo o que quero e sobre o que devo escrever, diminuo a intensidade da luz e do barulho que invadem toda casa, me repouso sobre a cadeira e fico ali, olhando para o tempo esperando a inspiração chegar, mas ela não vem.
Meus pensamentos vagam em outro mundo, num lugar distante de minhas mãos, sou mais rápido que minhas vontades, elas viram matéria antes de chegar a minha mente, sinto-me em uma metamorfose tardia e ligeiramente falha, como num casulo, uma libélula louca para descobrir-se borboleta; vejo que tudo ao meu redor não esta como precisaria esta, como eu queria que estivesse isso me faz a cada novo segundo procurar outro tijolo e como uma grande formiga, trabalhar sem descanso para reforçar e aumentar os pilares de minha responsabilidade, para que assim eu possa sustentar o mundo que me cabe em minhas costas, alguém certa vez me confessou que - ninguém poderia se apaixonar por mim...
Não sei se consigo ou se quero ser de alguém, o que sei é que não consigo ser meu
As primeiras linhas se preenchem com minhas fantasias e delírios, as palavras começam de um jeito torto a dar forma e um pouco de sentido aos meus anseios, entretanto continuo louco, meus devaneios são como generosas pitadas de adrenalina e renovação em meu peito, ta faltando um pouco do eu que cabe dentro de mim.
A idéia é fugir das regras, desconstruir propositalmente até chegar à perfeição, ser mais assado do que assim, me livrar das vozes que tentam guiar meu caminho... Ter você mais dentro de mim, estar em seus sonhos, em seu corpo, ser sua preposição e por que não interrogação, uma incógnita que te leva a transcender as estrelas, vagar pela lua, atirar-se numa constelação de desejos, orgasmos, ser quem sabe um verbo, alguma palavra que se conjugue no presente e no futuro com o pronome nós, nessa historia que se desenrola, intensa, repleta de vontades e descobertas, com goles de coragem ao atirar-se no buraco negro das conjugações de nossas vidas, essa historia repleta de muitas vírgulas e sem nenhum ponto final.
Somos embalados por nossa música, como essas letras que saem furtadas de minha mente, se unindo numa relação infinita de paixão que se fazem palavras disparadas em teu peito, palavras ditas, repetidas, palavras que se apaixonam por nós e de nossas vidas faz abrigo.
Postado por Luiz Siqueira às 22:32 Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

1 comentários:

Anônimo disse...

Amo tudo q vc escreve ... tem coisas q acho q foram escritas pra mim tamanha a identificação !!

bjo grande :**

3 de julho de 2009 às 09:00

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