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Do outro Lado

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Felicidade Já

Felicidade é compartilhar um sorriso, deixar o medo de lado e dar um passo mais largo, é permitir que aquela escova de dente que não é sua, habite de uma vez o seu banheiro, junto a todos aqueles potes de cremes e antirrugas que levariam uma vida inteira para serem usados antes da validade; essa tal felicidade é ter alguém pra te ouvir falar besteira, projetar o futuro, ter ciúmes, e assim se sentir amado, é fazer chorar de cocegas e falar mais besteira, é poder ser ridículo sem culpa ou sem vergonha, ser feliz é ser cumplice, gargalhar a toa, e dar aquele sorriso baixinho quando a geladeira estar vazia, é um abraço, forte, bem forte, uma mensagem despretensiosa no meio do dia ou aquela velha piada, é não guardar rancor, saber perdoar, dividir as contas, entender que seus problemas são seus, perceber que dinheiro é importante, mas não é tudo, e que pessoas são indispensáveis, ser feliz é não estar sozinho e entender que qualidade vale muito mais do que popularidade. Felicidade é preservar, não deitar com os problemas, é ter esperança e principalmente perseverança, aprender a ter paciência, não medir força, não medir salário nem status, FELICIDADE é dizer eu te amo, clichê? Só para quem não ouviu de verdade. Felicidade é ser simples, sem forçar a barra, ser feliz é atrair por quem é, não pelo que tem, é superar, se estressar e ter prazer em gastar no mínimo 8h por dia com o principal culpado por te tirar da cama logo cedo, ser feliz é ser você, sem fórmulas, sem receita, sem exageros.
Postado por Luiz Siqueira às 05:31 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Veja

Só eu sei o que senti
Pois eu estava só ali.
Com as minhas dúvidas
E dívidas divididas
Entre estar e não aqui
Testando e atestando o que
Ainda estava apurado
E mim, aguçando assim
O que antes adormecido,
Praticamente esquecido,
Nunca mais lido entre
meus pelos, apelos que
só eu conheci, pois, o destino
me jogara ali, daquele jeito,
um sujeito qualquer sem
predicado algum,
perdido na noite em busca de
novos sabores, provocando
o paladar a se esforçar em separar
cada particularidade sutilmente
valorizada pela singularidade
múltipla de ser o que quiser
por 15 minutos, quando seus
lábios tocaram no meu e eu senti,
tudo aquilo que eu senti, pois só
senti, porque era eu, só eu
quem estavas ali.
Postado por Luiz Siqueira às 08:15 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

sábado, 2 de julho de 2011

Inacabado

Hoje eu precisava me libertar de mim, fugir dali correr a léguas e pular fora, não aguento olhar para trás e me ver ali num canto acuado, amuado, abatido. Acorda bundão, levanta-te e vai a luta, arruma essa cara amassada, desliga da mente esses sambas e enredos que mesmo que você não queira enredam tua vida vazia, sai do escuro e larga de uma vez essa mania de falar que a culpa é dela, pois mesmo sempre sendo dela ou da falta dela, a vida, que te deixa assim sei lá de qualquer jeito, com todos esses trejeitos é só uma parte da metade daquilo tudo que te cabe, que dizer daquilo pouco que lhe resta, a lembrança e a saudade, perturbadoramente encontrando - te vinte quatro horas por noite naquele quadrado quarto frio e sem graça aguçando e permitindo uma guerra forçada de cinco contra um onde ninguém perde de fato, mas fato é que te consumo em meio a meus pensamentos até escorrer de mim, uma única lágrima, que me leva ao céu, teu céu da boca molhada por trás da minhas pálpebras agora relaxadas.
Postado por Luiz Siqueira às 07:53 1 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tempestade

Lá fora chuva não para, todos do olimpo em consenso resolveram dividir minha dor e chorar comigo, já estou de joelhos, completamente sem força, esperando apenas o movimento da correnteza, entregue corpo inteiro na expectativa do golpe final, um condenado a caminho da guilhotina; munida de uma lamina chamada destino, teimando em nunca jogar no meu time, prefere sempre a rivalidade a rirmos juntos, estou aqui outra vez confessando o meu medo, agora do espelho, de não mais me enxergar nele, estou de fato com muito medo, inseguro, abatido e impotente, acanhado e encolhido no canto do quarto, frio, escuro repleto de pensamentos vagando desordenados, palavras e vontades guardadas nas mãos marcadas que ainda encontram força para escrever e assim aliviar as dores, da perda, da frustração, da falta de tempo de não ter mais tempo. Meus olhos ardem, não imaginava ser capaz de produzir tantas lágrimas assim, acho que isso explica essa leve desidratação, escrevo para chegar mais perto, bem mais perto de você, quebrar barreiras, correntes e amarras, escrevo para que você possa enxergar por entre esse amontoado de letras o que eu não consigo mostrar, uma tentativa patética de expressar meu sofrimento, estou desesperado, estou desesperado. Despertei meus piores demônios que batem em minha janela e veem ate aqui apenas para zombar de mim, e mostrar como sou fraco, o quanto sou pequeno, entenda que já estou morto com essa ausência, já estou condenado à desventura de não ser por não ter, não possuir, não poder fazer nada para mudar esses capítulos que não foram escritos por mim, volto ao espelho e não sei mais quem vejo, nem como vejo, a derrota tomou conta do lugar, a apatia veio junto, a minha companhia é meu ídolo depressivo, bêbado e perfeccionista que toca na vitrola velha suas musicas, tristes, bêbadas, depressivas e assim absurdamente se auto intitulando a trilha sonora perfeita nesse momento da minha vida, não tenho fome, não tenho ideias, não tenho certezas. Na TV uma comédia romântica me faz chorar, eu me rendo, sem vergonha, eu me entrego que seja feita a tua vontade, já deixei o desespero tomar conta da casa e acho que já disse isso também, meu coração estar partido, na contra mão dos teus passos cansados de mim, será que não fui tão bom assim, sou eu quem te faz feliz, não segue sem mim, vira e me beija, deixa eu me perder nos teus lençóis, não quero me acostumar com o vazio, nem ficar apenas com seu retrato, eu quero o hoje, o amanha e o depois do fim com você, por dentro e por fora.
Postado por Luiz Siqueira às 20:04 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

sexta-feira, 6 de maio de 2011

frase de um job

O amor ultrapassa barreiras as quais os sonhos jamais ousaram chegar.
Postado por Luiz Siqueira às 08:15 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Nós dois

(BIS)

Somos assim...
Meio assado, carne, pele, pelo e sentimento, tudo junto, misturado, somos muito mais, volúpia, vontade, verdade, somo assim sei lá quase sem querer, somos pegadas e mais pegadas, força, jeito, sujeitos a tudo que nos faça bem.
Somos assim...
Perdidos de amor, no nosso tempo, cheios de aventura, vazio de tristeza, com incertezas, tesão, paixão, somos eterna sedução, guiando nosso passos descalços na areia, amantes da vida inteira, somos homem, mulher, amigo, fiel, somos um.
Somos assim...
Motivados, somos boca, lábios e língua, somos tudo que quisermos quando queremos ser sem ter pra quê, somos calor, suor doado e devolvido, somos as pontas dos dedos descobrindo segredos, escondendo, revelando e dando prazer.
Somos assim...
Pai, filha, casados, namorados, emacebados, somos nada longe e sempre mais quando estamos colado, ligados dentro do outro, somos lágrimas, alegrias, somos sorriso como esse que arranquei de você agora, somos eu e você assim, como dois querubins perdidos na terra, somos um pouco do dia um muito da noite.
Somos assim...
Postado por Luiz Siqueira às 08:01 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 26 de abril de 2011

Próxima parada


De repente o tempo fechou, eu podia ate dizer que não sabia onde estava, mas o pior é que eu sabia exatamente onde me encontrava nessa crônica da vida real com rápidas pinceladas de clichê mexicano, fiquei tonto, de mim arrancaram o chão, as paredes e todo o resto, o sangue esfriou, por um momento parou de correr, perdido sem saber o porquê de continuar; meus escudos foram ao chão, a tristeza não coube dentro de mim e virou lágrima, quero dizer, lágrimas, um oceano de agua e cloreto de sódio, escoando por todo carpete, um gole de vodca não seria nada mal, porem tudo que estava ao meu alcance era uma boa dose de realidade, sem gelo e até o gargalo, como implorei para que tudo não passasse apenas de um pesadelo, daqueles que não te permitem acordar de pressa e te derrubam da cama no meio da noite, deixando marcas por todos os lados e em seguida te deixando aliviado por saber que tudo ficou por trás dos olhos.
Eu preciso dizer que tenho medo, de não da certo, medo da distancia, da saudade e principalmente da ausência, também tenho medo da substituição de peças, das peripécias agora apenas na memoria junto dos sorrisos, abraços, beijos e calor, tenho medo do por vir por não querer ir assim, medo do esquecimento, com o tempo que se encarrega de fazer a memoria virar apenas lembranças saudosas, mas apenas lembranças, medo eu tenho de ouvir aquela música, ou sentir o bendito perfume, de perguntar e perceber que sozinho a resposta nunca virá, não, eu não quero cortar nosso cordão umbilical te deixar voar, e dizer seja feliz, sucesso, eu quero mesmo é que a escrita permita-me gritar, então lá vai – LEVA-ME NA TUA MALA – se mude daqui, mas não mude de mim, dei-me o direito de cumprir a promessa a tempos feita a te, deixa eu cuidar de você, deixa eu amar você, não cruze a porta dizendo que me ama e agora que só resta uma mala na sala, leva as chaves pois a porta estará entre aberta esperando você voltar.
Postado por Luiz Siqueira às 13:41 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Poesia sem rima

De mentira em mentira o poeta enche o papo,
Nos devaneios perversos de seus estalos,
Cospe da alma tudo que não viveu, conheceu
Ou se quer ouviu falar,
De letra em letra, ele possui a gramática
Como os bêbados as putas,
Constrói uma armadilha e te puxa,
Ele fala de amor e paixão coisa que extrai do coração,
Dos outros, pois lhe falta a mínima coragem de viver.
Tais sentimentos, que Sá ao mesmo tempo.
De boca em boca, ele se propaga e muitas vezes
Afaga as dores do outro até outrora anônimo,
De dor em dor, o poeta se cala, caleja o peito
Antes despercebido das mazelas das almas
Que agora aprontam cobrando suas contas,
E assim aprimora a escrita,
De amor em amor, esse surrado poeta vagabundo
No submundo literário,
Sublima nas palavras as dores do mundo.
Melhor ser ignorante, sem rima a sofrer
A sina de saber de mais do que nada se sabe.
Postado por Luiz Siqueira às 05:42 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

3.0

Deparo-me de fronte a mim, ali parado fitando o tempo, vazio, A folha ainda em branco, um desencanto suplicando a ser encanto, E com cara de bobo, parado no tempo e no vazio do profundo dos meus olhos, continuo de fronte a mim deparando-me com meus pensamentos, ou melhor, Com o único deles que se faz colorido naquele instante preto, branco e cinza; Fico imaginando palavras, versos e rimas para te descrever, falar de você com o coração estonteante e sem pretensão; penso no vinho, no beijo e desejo das pétalas, tuas, que muitas vezes se perdem nos meus dedos e beijos, seu sorriso é um mergulho profundo para esse vagabundo, metido a poeta nas horas vagas que se aproveita dos teus carinhos de mansinho, bem de mansinho sem pressa de novo para o gozo.
Preciso ti sublimar, nessas linhas mesquinhas que ti descrevem e transmuta-te em poesia, ou qualquer coisa parecida que fale de amor, desejo, saudade e tesão; tensão perto de ti é uma lacuna a ser preenchida rapidamente em milésimos de segundo pela perplexidade do estado existencial de realização e prazer de viver intraduzível em palavras e geralmente vivenciado a partir de curtos ou longos momentos, dentro de ti; escrevo e continuo nesse exercício buscando formas infinitas pra dizer eu te amo, é verdade, eu te amo, de tal maneira que me apaixonei até pelos seus piores defeitos, até o ódio que sinto por ti, não resiste a esse seu novo olhar 3 ponto 0.
Isso poderia ser mais uma carta de um garoto apaixonado, se ainda fosse um, ou apenas mais um trecho daquele diário escondido, se ainda tivesse um, poderia ser também cópia de um filme romântico clichê, se assim ainda existisse igual à gente, pois os clichês ultrapassam o tempo e dita a moda, essas palavras são apenas admiração acho que lá do fundo do coração para rimar, mas o que sei é que vem de dentro, de algum lugar do inconsciente (mas ciente do que a gente), que toca na mente e de repente arrepia a alma, assim me despeço pelas curvas de tuas ruas e ondas de teus cabelos negros.
Postado por Luiz Siqueira às 04:34 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
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