Ela entrou na minha vida pela janela traseira, quebrou o vidro e caiu sem pára-quedas no banco de trás, primeiro os freios, um susto, o meu, em seguida, alívio o dela e um sorriso num canto da boca, antes apenas os cabelos escuros, cumpridos e tudo que eu pude reparar naquele vestido branco, aquelas pernas e, diga-se de passagem, que belas pernas, olhos nos olhos, um instante inerte, anestesiado, lá fora rua escura quebrando o clima apenas o som daquele farol piscando na hora errada, então o silêncio é interrompido.
- Oi! (primeiro eu)
- Oi!Pisa fundo...
O pé foi ao acelerador sem saber ao certo por que, não conseguia mais pensar, a razão ficou na esquina com medo dos pneus cantando e pulou assustada pela mesma janela que ela entrou, vamos em frente, sem pensar em nada, as coisas lá fora ficava destorcidas, o velocímetro acompanhava as batidas em meu peito, 110, 120, 140... De repente as pernas que me deixaram sem palavras cruzaram para o banco da frente, deslizou, sentou ao meu lado e dessa vez permitiu escapar um lindo sorriso perigoso, olhar meigo misturado com uma malicia só dela, aquela cena precisava ser repetida em slown mottion de preferência, primeiro o salto vermelho, as pernas, calma devagar bem devagar, dava ate pra imaginar um jazz tocando de fundo enquanto as coxas vinham no balanço do vestido curto, de seda, passou a primeira e eu já estou embriagado e desesperado, pois a cena vai se repetir.
- é só isso que pode fazer? Acelera!
Aperta o play e acelera mais uma vez, concentra a curvas na frente perigosas, porem, menos sinuosas do que as curvas de seus quadris, respiração funda a dela, incontrolável a minha, a mulher olhava para trás tendo a certeza que já estava longe de tudo o que lhe afligia, eu me sentia como um anjo, caído, mas um anjo ali surgido em seu caminho de supetão, sem esperar, com o dever de sei lá o quê, por enquanto só de pisar fundo. A chuva aumentava, a visão da pista diminuía, eu concentração total, só não sabia em quê, cortava a noite a fora sem pena, um olho na pista outro nas pernas, saímos da cidade pelo menos era isso que a placa na beira da estrada dizia “boa viagem”, eu agradecia esperando o bom da viagem, pois a boa da historia estava ao meu lado, mais alguns minutos com pé bem fundo no acelerador, algumas olhadas para trás investigando a certeza da fuga, ânimos controlados e mais uma vez silencio quebrado:
- obrigado por me salvar.
- salvar de quê ou de quem?
- sem perguntas... Deixe-me agradecer gato...
Disse ela sem pestanejar, lançando suas pernas sobre mim, perdi o controle por instantes do carro, porque o da situação havia perdido no momento do vidro quebrado, uma mão no volante outra em seus quadris, pé bem fundo, aqueles lábios vermelhos encontraram os meus, há essa hora não dá mais par falar de controle, ela rasgou minha camisa num único movimento, violento, nós dois, abriu minha calça, seria excesso de informação salientar que nesse momento eu estava a ponto de explodir, excitado até o ultimo fio de cabelo? Bem, era verdade eu estava; mão a dela em meu pênis, em seus seios minha boca, na estrada um carro a quase 140 km/h com um vidro quebrado e todos os outros embaçando, aumenta o volume que lá vai um rock rol clássico dos anos 80, enquanto suas mãos agora seguravam meus cabelos, que dizer, arrancavam os poucos que ainda me sobravam, as minhas alternando entre o céu e o volante, apertava-lhe as coxas, pernas e onde tivesse carne, entre apertões e volante, havia tempo para atender seus desejos.
- me bate, com força.
Ela gritava, eu respondia, ou melhor, batia, ela mexia, remexia, eu não acreditava que tudo aquilo era possível, não daquela forma, desafiávamos a física e provamos que sim, dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço, que dizer no carro, eu tava quase lá, suas unhas desciam por minhas costas, cortando como a gata que era ela, ficamos então monossilábicos facilitando a comunicação, ai ai ai ai, ui, ai, seus gemidos, por vezes alto, por vezes mais alto ainda, de repente foram ficando longe, sua imagem ali tão viva, destorcendo aos poucos, então o escuro...
Uma voz ao pé do ouvido que não lembrava em nada a dona daquelas coxas.
- meu filho acorda, para de babá no sofá e vai pra cama!
Frustração, a minha e só minha, ali espojado naquele sofá, ela em widscreen fora do ar, fechei os olhos tentando trazê-la de volta, não adiantou, demorou um pouco pra acreditar, mas ela cumpriu com sua promessa, agradeceu a minha ajuda e fugiu outra vez, me deixou pra trás, gozado, relaxado e muito apaixonado, levou meu coração embora, o sono passou, estou só de volta a rua, hora de apertar o play e pisar fundo outra vez...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Película
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Luiz Siqueira
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Está faltando alguma coisa em mim e é você amor tenho certeza sim....
E por falar em saudade onde anda você...
E por falar em saudade onde anda você...
Postado por
Luiz Siqueira
às
05:24
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
solitude
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Luiz Siqueira
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20:15
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Guardanapo

(resgatando do baú)
O relógio anuncia as horas que perco de minha vida a cada instante me fazendo lembrar que a velhice esta um pouco mais perto de minha porta, as madrugadas a fio sozinho ao lado de um copo de vodka com gelo esquentam meu peito Congelando todo o resto, o sono me pesa os olhos e olho para aquelas gotas que deslizam pelo copo e pingam sobre a toalha da mesa indo embora com o tempo e questiono-me, ‘O que fiz de minha vida?’. Como um bom bêbado que sou, reclino minhas pernas cansadas sobre outra cadeira, fito o vazio e permito surgir em minha mente todas aquelas lembranças que me fazem sentir ainda mais derrotado, embalado pela bossa que não toca no carro, o cenário perfeito para florescer as dores do coração.
Esse canalha que não se decide entre essa ou aquela e me machuca com tamanha força que às vezes tento arrancá-lo e atira-lo na sarjeta, por que não ir mais devagar, sem pressa, com bastante medo para não se arriscar tanto; perco-me dentro de mim, do vazio que me preenche, me pego a Deus e peço-lhe forças e coragem para abrir os olhos e colocar-me de pé um dia mais. Complicamos tanto a vida que nos afogamos em nós mesmos, somos nossos piores monstros, sou um pierrô desgraçado que assassinei minhas colombinas (cometi o mesmo erro varias vezes) e deixei todas as bailarinas chorando no meio do salão; fico imaginando como seria minha vida por outros caminhos, mais simples, calmos, como minha vida poderia ser feliz ao lado de alguém que tanto me ama, porém, eu e esse meu dom de estragar sempre tudo bem antes do era uma vez... Hoje eu consigo ser seu, entretanto pergunto-me angustiante mente quando poderei ser meu?
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Luiz Siqueira
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13:50
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gastronomia I

2010 – ano dos ideais e por que não das idéias também, esse é o outro lado o qual sou apaixonado (nota-se facilmente pelo meu físico rsrs) e me arrisco, a gastronomia, estava pensando em como compartilhar esse amor por aqui, nascido e criado dentro de um restaurante aprendi com meu pai que a cozinha é um mundo de invenções, acho que foi por isso que segui a carreira de publicitário tão facilmente, tanto na agencia quanto na cozinha estamos sempre em desafio com o público, tentando agradá-lo e fisgá-lo, pelo cheiro, imagem e sabor, proporcionado sempre uma motivação e uma necessidade que sabemos bem fazer, a preocupação com o layout em ambos é imprescindível, dois mundos movidos pela criatividade e inovação, dois mundos cheios de segredo e casos deliciosos. Pois bem, as fotos ilustra pratos os quais depois de muitas tentativas já consigo fazer com certa destreza,mas, isso é só um começo, quem se arriscar rsrsrs, então seguindo os passos de Ana Maria Braga tá ai uma receitinha de massa de pizza, onde tudo começou a alguns anos atrás quando tive minha pizzaria, por favor podem degustar!
Massa para pizza (receita só da massa)
Primeiramente prepare o fermento: em uma vasilha plástica funda, usando luvas, desmanche o fermento no leite morno com as mãos, acrescente o açúcar e a colher de farinha de trigo
Cubra com um pano de prato limpo e leve ao forno desligado
Deixe descansar por 1/2 hora
Depois de descansado, acrescente aos poucos a farinha e o sal, sovando bastante
Não se esqueça do óleo
Se necessário, acrescente leite morno aos pouquinhos ou farinha de trigo
Ressalte-se que na massa não pode ir muito óleo, se não a massa fica dura
Sove bem até a massa desgrudar das mãos e ficar bem lisinha
(no preparo da massa acrescente uma batatinha cozida para deixar a massa ainda mais fofinha).
Demora um pouco mesmo, mas quanto mais se sova, mais a massa fica macia por dentro e crocante por fora depois de assada.
(misture bem a massa com as mãos, quanto mais misturada melhor o resutado)
Quando a massa estiver lisinha, espalhe um pouco de óleo entre as mãos e "unte" a bola de massa
Ponha a massa novamente na vasilha, cubra com o pano, leve ao forno desligado e deixe por 1 hora mais ou menos
Para poupar tempo, unte as assadeiras com óleo
Após descansar, tire a vasilha com a massa do forno, divida em duas partes, estique a massa com um rolo ou garrafa de vidro cheia d'água morna para quente, (importante - você irá determinar a espessura da massa no instante que estiver abrindo as massas) e disponha a massa nas assadeiras
Leve ao forno por alguns minutos em temperatura baixa até pré assar por igual, em seguida retire,
A massa crescerá novamente.
Dica - acrescentar orégano ou ervas finas à massa
A massa em regra fica grossa, crocante por fora e super macia por dentro
Pode, se quiser, substituir o óleo por azeite extra virgem.
O molho e o recheio ficam por conta da sua imaginação.
Bonna petit!
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Luiz Siqueira
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07:12
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Lacuna
Ele estava ali olhando pro tempo como se procurar-se algo, sua cabeça ia de um lado a outro repetindo o movimento de uma antiga maquina de escrever de um louco escritor, a pergunta era o porquê, ele ali de frente ao mar assistindo as ondas contava cada instante que passava para ter ela de volta, ele vibrava com cada milésimo de segundo que fazia o tempo correr e diminuir o seu sofrimento que ainda tinham segundos, minutos e horas suficiente para consumir alguém que ama de tal maneira que faltava a ele e a mim palavras para descrever tal cena e sentimento, ele se atirava as ondas como se gritar-se pedindo ao mar que levar-se sua mensagem até ela, rezava, contava com a sorte, até a morte passou por sua mente, um inconseqüente a beira de um ataque por causa da ausência carnal de sua amada, as horas que tornavam a distancia ainda mais angustiante penetravam em suas entranhas deixando marcada em sua face, expressões exclusivas de quem estar esperando, esperando, esperando pacientemente...
Saudade é uma lacuna aberta à força que só ha de se fechar com a sua presença, com seus lábios colados, molhados, saudade ingrata que teima em ficar, estaciona-se num peito sofrido e reservado apenas para ti amar, sentimento repleto de lembranças, vazio de presente, conjugado sempre no passado e quem sabe no futuro que ele torce para que seja logo, nada mais tem sabor, nem amor muito menos prazer, a não ser a idéia obsessiva de ter outra vez você.
Desculpa se ti amo tanto, se isso faz de mim um ser egoísta e individualista pensante apenas a dois, alguém que precisa de ti para seguir em frente, para respirar e se mostrar, confiante e constante, ele até caminhava, olhava pro céu estralado e via seu semblante desenhado nas estrelas perto da lua e ele não podia tocar nem tão pouco alcançar, escravo da memória passava vinte horas do dia dormindo na esperança de tu chegares aos sonhos dele, amá-lo e partir, o restante das horas ele sonha acordado.
Ele continua caminhando e esperando um dia, esperando o dia, para ti abraçar, sentir você e outra vez dizer eu amo... Sim eu amo muito você!
Saudade é uma lacuna aberta à força que só ha de se fechar com a sua presença, com seus lábios colados, molhados, saudade ingrata que teima em ficar, estaciona-se num peito sofrido e reservado apenas para ti amar, sentimento repleto de lembranças, vazio de presente, conjugado sempre no passado e quem sabe no futuro que ele torce para que seja logo, nada mais tem sabor, nem amor muito menos prazer, a não ser a idéia obsessiva de ter outra vez você.
Desculpa se ti amo tanto, se isso faz de mim um ser egoísta e individualista pensante apenas a dois, alguém que precisa de ti para seguir em frente, para respirar e se mostrar, confiante e constante, ele até caminhava, olhava pro céu estralado e via seu semblante desenhado nas estrelas perto da lua e ele não podia tocar nem tão pouco alcançar, escravo da memória passava vinte horas do dia dormindo na esperança de tu chegares aos sonhos dele, amá-lo e partir, o restante das horas ele sonha acordado.
Ele continua caminhando e esperando um dia, esperando o dia, para ti abraçar, sentir você e outra vez dizer eu amo... Sim eu amo muito você!
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Luiz Siqueira
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20:52
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Free
Permita-se ser feliz,
Sem maldade, de verdade,
Desprendido de qualquer vaidade,
Ser feliz por ser você,
Simplesmente por viver
Permita-se amar,
Acreditar cegamente,
Seguir em frente, ser de alguém
Só de alguém, fechar os olhos
Soltar-se ao vento e por vários
E vários momentos,
Parar no tempo,
Esquecer do mundo lá fora,
E agora nessa hora o que mais se quer
É ouvir e repetir o suspiro
Que só conhece quem ama
... De verdade
Permita-se sonhar
Acreditar no amanha,
De manha ver o sol nascer,
E sorrir, ter e semear um bom dia,
A alegria que contagia e nos trás
Como resposta outros sorrisos
Permita-se acreditar
No outro, na saudade,
Na fidelidade de um sentimento
Que sempre nos leva a crer
Que o respeito irá prevalecer,
Permita-se sonhar
Com um mundo melhor,
Encontrando motivos para seguir em frente,
E a gente ali de mãos dadas,
Pronto para qualquer parada,
Sonhe em simplesmente ser feliz,
Em ter um amor e nele acreditar
A qualquer custa e sem culpa,
Viva mais perdoe mais ainda
E a cima de tudo
Permita-se...
Permita-me ter você para sempre...
Sem maldade, de verdade,
Desprendido de qualquer vaidade,
Ser feliz por ser você,
Simplesmente por viver
Permita-se amar,
Acreditar cegamente,
Seguir em frente, ser de alguém
Só de alguém, fechar os olhos
Soltar-se ao vento e por vários
E vários momentos,
Parar no tempo,
Esquecer do mundo lá fora,
E agora nessa hora o que mais se quer
É ouvir e repetir o suspiro
Que só conhece quem ama
... De verdade
Permita-se sonhar
Acreditar no amanha,
De manha ver o sol nascer,
E sorrir, ter e semear um bom dia,
A alegria que contagia e nos trás
Como resposta outros sorrisos
Permita-se acreditar
No outro, na saudade,
Na fidelidade de um sentimento
Que sempre nos leva a crer
Que o respeito irá prevalecer,
Permita-se sonhar
Com um mundo melhor,
Encontrando motivos para seguir em frente,
E a gente ali de mãos dadas,
Pronto para qualquer parada,
Sonhe em simplesmente ser feliz,
Em ter um amor e nele acreditar
A qualquer custa e sem culpa,
Viva mais perdoe mais ainda
E a cima de tudo
Permita-se...
Permita-me ter você para sempre...
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Luiz Siqueira
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