Somos assim...
Meio assado, carne, pele, pelo e sentimento, tudo junto, misturado, somos muito mais, volúpia, vontade, verdade, somo assim sei lá quase sem querer, somos pegadas e mais pegadas, força, jeito, sujeitos a tudo que nos faça bem.
Somos assim...
Perdidos de amor, no nosso tempo, cheios de aventura, vazio de tristeza, com incertezas, tesão, paixão, somos eterna sedução, guiando nosso passos descalços na areia, amantes da vida inteira, somos homem, mulher, amigo, fiel, somos um.
Somos assim...
Motivados, somos boca, lábios e língua, somos tudo que quisermos quando queremos ser sem ter pra quê, somos calor, suor doado e devolvido, somos as pontas dos dedos descobrindo segredos, escondendo, revelando e dando prazer.
Somos assim...
Pai, filha, casados, namorados, emacebados, somos nada longe e sempre mais quando estamos colado, ligados dentro do outro, somos lágrimas, alegrias, somos sorriso como esse que arranquei de você agora, somos eu e você assim, como dois querubins perdidos na terra, somos um pouco do dia um muito da noite.
Somos assim...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Nós dois
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Luiz Siqueira
às
21:30
2
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For sale part 2
Hoje o tempo esta nublado, as pessoas continuam apressadas presas as suas prioridades sem dar chance de conhecer o vizinho, estampado na vitrine nós dois, no outdoor nossos corpos pegam fogo anunciando como é bom amar,
Estamos apaixonados, nos conquistando todos os dias como propaganda das casas Bahia-olha eu aqui, sua ultima chance de ser feliz, você não pode perder essa oportunidade-, você ainda olha para aquele cheque e pensa duas, três sei lá quantas vezes antes de assinar sua alforria e sua felicidade.
Pergunto-me se não é a hora de desatar aquele nó e correr de porta em porta até achar a sua e pedir pra entrar na sua vida, penso por outras vezes que o melhor é esperar, fica ali quieto na gôndola do teu destino, esticando apenas a mão e acenando – ei me leva pra casa – vivo uma concorrência desleal, onde a esquerda só se vê status e exibi mento de marca, aqui você tem algo mais artesanal, único, bonito e feito com carinho (preciso defender meu produto), há eu custo caro vai encarar? Em vez de ouro prefiro o valor do amor, de ter alguém que ti faça feliz, sorrir a cada segundo, faça valer a pena, para o corpo, para alma e principalmente ao coração, antes a liberdade e o prazer de viver do que ter poder, ele nos destrói, nos cega fazendo esquecer quem esta ali do nosso lado; em vez de aparências, afogo carinho e troca de experiência, em vez de compensação, companheirismo, dedicação; o mundo é cruel, nós consumidores somos ainda mais, porem ainda consigo ver bondade, ainda consigo pensar em crescer a teu lado, em poupar sonhos e investir em felicidade essa que esta na etiqueta do seu sorriso esse outrora roubado por monalisa e devolvido a ti, passaram-se os dias o embrulho continua ali parado no quinto andar, um pouco desbotado, mas esperando descobrir o caminho para nascer outra vez.
Estamos apaixonados, nos conquistando todos os dias como propaganda das casas Bahia-olha eu aqui, sua ultima chance de ser feliz, você não pode perder essa oportunidade-, você ainda olha para aquele cheque e pensa duas, três sei lá quantas vezes antes de assinar sua alforria e sua felicidade.
Pergunto-me se não é a hora de desatar aquele nó e correr de porta em porta até achar a sua e pedir pra entrar na sua vida, penso por outras vezes que o melhor é esperar, fica ali quieto na gôndola do teu destino, esticando apenas a mão e acenando – ei me leva pra casa – vivo uma concorrência desleal, onde a esquerda só se vê status e exibi mento de marca, aqui você tem algo mais artesanal, único, bonito e feito com carinho (preciso defender meu produto), há eu custo caro vai encarar? Em vez de ouro prefiro o valor do amor, de ter alguém que ti faça feliz, sorrir a cada segundo, faça valer a pena, para o corpo, para alma e principalmente ao coração, antes a liberdade e o prazer de viver do que ter poder, ele nos destrói, nos cega fazendo esquecer quem esta ali do nosso lado; em vez de aparências, afogo carinho e troca de experiência, em vez de compensação, companheirismo, dedicação; o mundo é cruel, nós consumidores somos ainda mais, porem ainda consigo ver bondade, ainda consigo pensar em crescer a teu lado, em poupar sonhos e investir em felicidade essa que esta na etiqueta do seu sorriso esse outrora roubado por monalisa e devolvido a ti, passaram-se os dias o embrulho continua ali parado no quinto andar, um pouco desbotado, mas esperando descobrir o caminho para nascer outra vez.
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Luiz Siqueira
às
13:41
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Fuga
Por aqui, tudo tão frio e cinza, luz por debaixo da porta e por entre o balé da cortina na janela,
Nem se quer um barulho, ao menos um sussurro no pé do ouvido, pêlos ouriçados indicado tua posição e o pensamento, adivinha aonde? Já tentei dormir, te sentir, já te procurei em todas as garrafas de vodca possíveis, passo de canto ao outro investigando os mínimos detalhes, já andei no teto e lá você também não está, olhei também dentro de mim, só resquícios seus. A cama ficou ligeiramente enorme calculo cerca de uma semana para chegar de um lado ao outro, do outro lado vejo... Tudo aquilo que eu poderia ser, minha imaginação é meu pior castigo, tuas ilusões meus melhores vícios, vejo-me preso a desejos seus, do outro lado da rua a procura de um beijo manchado e marcado de batom vermelho barato, perco-me no medo de me perder no tempo, penso em atravessar a porta correr em tua direção e gritar... Baixinho só pro seu coração ouvir, fica comigo, só por essa noite, acostumei-me com a rejeição, com a solidão e com o teu constante e firme não, outra dose de vodca para espantar o frio e trazê-la mais pra perto, As palavras me chegam num instante que passa no momento seguinte, é a forma que encontro de externar o que sinto o que penso, ou como dizem os sábios é a saída para sublimar a minha dor, e como dói amar alguém, quando confiamos nosso espírito nas mãos de outra pessoa, quando nos doamos de alma e corpo e permutamos nossas alegrias, nossas conquistas, quando escrevemos sempre no presente e constantemente no futuro usando sempre o nós, mas será que deveríamos acreditar no amor?
Paro pra refletir entre uma dose e mais outra, investigo o telefone em busca de uma ligação perdida e volto a escrever. Nessa estrada escura eu sigo sem certeza de nada, apenas abri os braços, fechei os olhos sentindo o vento batendo em meu rosto e sem olhar pra trás saltei para o desconhecido, permiti que me dominasse, como o cão a procura de um amigo, entreguei-me a ti, olho pro nada esperando um sinal de vida seu que se foi sem um misero adeus, corro desesperado, louco entre os carros, as pessoas me olham e me julgam um alucinado a procura de um beijo, um abraço, um sorriso, porem só encontro o vazio, ali você não está mais, sinto-me perdido nesse duelo de espadas onde estou armado com um escudo e na outra mão uma flor esperando sua decisão entra lá e aqui, esperando, sempre esperando, procuro forças todos os dias no tempo, no outro amanhecer que rezo pra chegar logo, eu sou todo seu...
Sim podemos acreditar no amor!
Nem se quer um barulho, ao menos um sussurro no pé do ouvido, pêlos ouriçados indicado tua posição e o pensamento, adivinha aonde? Já tentei dormir, te sentir, já te procurei em todas as garrafas de vodca possíveis, passo de canto ao outro investigando os mínimos detalhes, já andei no teto e lá você também não está, olhei também dentro de mim, só resquícios seus. A cama ficou ligeiramente enorme calculo cerca de uma semana para chegar de um lado ao outro, do outro lado vejo... Tudo aquilo que eu poderia ser, minha imaginação é meu pior castigo, tuas ilusões meus melhores vícios, vejo-me preso a desejos seus, do outro lado da rua a procura de um beijo manchado e marcado de batom vermelho barato, perco-me no medo de me perder no tempo, penso em atravessar a porta correr em tua direção e gritar... Baixinho só pro seu coração ouvir, fica comigo, só por essa noite, acostumei-me com a rejeição, com a solidão e com o teu constante e firme não, outra dose de vodca para espantar o frio e trazê-la mais pra perto, As palavras me chegam num instante que passa no momento seguinte, é a forma que encontro de externar o que sinto o que penso, ou como dizem os sábios é a saída para sublimar a minha dor, e como dói amar alguém, quando confiamos nosso espírito nas mãos de outra pessoa, quando nos doamos de alma e corpo e permutamos nossas alegrias, nossas conquistas, quando escrevemos sempre no presente e constantemente no futuro usando sempre o nós, mas será que deveríamos acreditar no amor?
Paro pra refletir entre uma dose e mais outra, investigo o telefone em busca de uma ligação perdida e volto a escrever. Nessa estrada escura eu sigo sem certeza de nada, apenas abri os braços, fechei os olhos sentindo o vento batendo em meu rosto e sem olhar pra trás saltei para o desconhecido, permiti que me dominasse, como o cão a procura de um amigo, entreguei-me a ti, olho pro nada esperando um sinal de vida seu que se foi sem um misero adeus, corro desesperado, louco entre os carros, as pessoas me olham e me julgam um alucinado a procura de um beijo, um abraço, um sorriso, porem só encontro o vazio, ali você não está mais, sinto-me perdido nesse duelo de espadas onde estou armado com um escudo e na outra mão uma flor esperando sua decisão entra lá e aqui, esperando, sempre esperando, procuro forças todos os dias no tempo, no outro amanhecer que rezo pra chegar logo, eu sou todo seu...
Sim podemos acreditar no amor!
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Luiz Siqueira
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09:10
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Assim
Para você: fechar os olhos e despencar do mundo sem pudor;
Por você: correr como louco desvairado na madrugada a procura de um sorriso seu;
Em você: fitar seus olhos, às vezes verdes como mar, às vezes azuis como o céu;
Com você: fugir do mundo em um segundo de paz no intervalo entre o suspiro e outro gozo;
Um soluço ao me perder no tempo ao te ver,
Ser mais eu estando a seu lado ou dentro de você.
Por você: correr como louco desvairado na madrugada a procura de um sorriso seu;
Em você: fitar seus olhos, às vezes verdes como mar, às vezes azuis como o céu;
Com você: fugir do mundo em um segundo de paz no intervalo entre o suspiro e outro gozo;
Um soluço ao me perder no tempo ao te ver,
Ser mais eu estando a seu lado ou dentro de você.
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Luiz Siqueira
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07:34
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Ator doado a ti
Estou aqui, preso em minha mente, refugiado junto lado a lado com meus pensamentos,
todos apressados, listrados, confusos e perdidos entre ali e outro lugar, pergunto-me o que vai ser de mim amanha quando o sol nascer, para onde dar o primeiro passo, pergunto-me o que será de mim sem você, sem dizer eu te amo, cada vez mais só, nos braços de alguém que as vezes não sei nem quem, mergulho num oceano de interrogações, o que fazer? Como fazer? A crônica da minha louca vida, como escrever as linhas dessa historia repleta de intervenções externas, como existir sem minha alma presa a você, luz aqui só a da tela do computador que reflete minhas angustias e meu desespero de resolver tudo que cabe e que não me cabe, a luminosidade no fim do túnel já se foi faz tempo, procuro uma mão amiga mais perto de mim do que a de Deus sobre minha cabeça, é quando estamos pendurados no abismo que esperamos uma palavra amiga e não mais pedras, caí do céu com as asas quebradas, aprendi as malicias da vida, perdi minha pureza mas nunca deixei de ser anjo, na essência de ser... Tudo aquilo que você sonhou
todos apressados, listrados, confusos e perdidos entre ali e outro lugar, pergunto-me o que vai ser de mim amanha quando o sol nascer, para onde dar o primeiro passo, pergunto-me o que será de mim sem você, sem dizer eu te amo, cada vez mais só, nos braços de alguém que as vezes não sei nem quem, mergulho num oceano de interrogações, o que fazer? Como fazer? A crônica da minha louca vida, como escrever as linhas dessa historia repleta de intervenções externas, como existir sem minha alma presa a você, luz aqui só a da tela do computador que reflete minhas angustias e meu desespero de resolver tudo que cabe e que não me cabe, a luminosidade no fim do túnel já se foi faz tempo, procuro uma mão amiga mais perto de mim do que a de Deus sobre minha cabeça, é quando estamos pendurados no abismo que esperamos uma palavra amiga e não mais pedras, caí do céu com as asas quebradas, aprendi as malicias da vida, perdi minha pureza mas nunca deixei de ser anjo, na essência de ser... Tudo aquilo que você sonhou
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Luiz Siqueira
às
21:42
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sábado, 3 de outubro de 2009
...
Se o que meu coração desejasse acontecesse agora, estaríamos aos braços e abraços ...
Vc relaxaria todo o seu cansaço, e ficaríamos cansados juntos ...
Tomaríamos um vinho, almoçaríamos e cheios de energia, cairíamos na noite, dançaríamos até não aguentarmos mais ... e qndo o sol do novo dia surgisse, cheio de inveja, tudo faria pra ficar mais belo, na vã tentativa de se sobrepujar a luz que emanamos qndo estamos juntos.
Vc relaxaria todo o seu cansaço, e ficaríamos cansados juntos ...
Tomaríamos um vinho, almoçaríamos e cheios de energia, cairíamos na noite, dançaríamos até não aguentarmos mais ... e qndo o sol do novo dia surgisse, cheio de inveja, tudo faria pra ficar mais belo, na vã tentativa de se sobrepujar a luz que emanamos qndo estamos juntos.
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Luiz Siqueira
às
18:07
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
For Sale
Lá fora chove, pessoas passam apressadas no vai vem de suas vidas mesquinhas de suas ambições mesquinhas assim como as minhas aqui do lado de dentro da janela, estamos numa crise mundial, assistimos a isso todo dia estampada no jornal, na TV noticias tristes ,cores apagadas te fazendo dormir mais cedo; forte, intenso aqui, só minha vontade de pré-datar em parcelas fixas e com muito juros meu “eu amo você”, estou em liquidação de meus desejos vadios nas pontas dos dedos que deslizam sussurrando em teu ouvido baixinho “me leva pra casa”, me deixa ser a matéria de seus delírios, o bônus do seu gozo, financia minha alma e me guarda em teu cofre, onde possa ir todos os dias me usar sem moderação como esta escrito na receita de nosso amor, a chuva continua a cair, batendo na janela criando um mundo de som e imagem ali só meu, de graça, caminho em voltas para gastar tudo que tenho acumulado, ali sozinho, cansado, procurando em formulas matemáticas, levando em consideração a alta do dólar, gastos fixos e o condomínio, calculando todas as variáveis e principalmente as invariáveis que não me deixam te roubar pra mim de vez, as pessoas poderiam ir mais devagar, olhar mais pro outro e menos para vitrines e relógios, você poderia fugir menos de mim, assinar logo o cheque pois eu já estou embrulhado para presente, dentro do seu prédio, no quinto andar, foi difícil chegar até aqui, preciso agora descobri qual delas é a porta que me leva ao paraíso.
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Luiz Siqueira
às
08:00
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