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Do outro Lado

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Penso em ti, logo existo.

Olhos fechados, bem fechados, apertados, já não sei quando sonho ou estou de fato acordado, há! aquele sorriso despertou em mim algo mágico o qual por mais que se procure entre palavras que se emprestam a esse pobre escritor para construir esse texto dedicado a ti, adjetivos para ele seria impossível descrever tal beleza com tamanha perfeição, seu jeito menina de amar, me completa, deixando meu ser (já não tão meu) tonto, sem forças alguma para esboçar qualquer reação, seus olhos são límpidos como água corrente para o mar, repletos de mistério, verdade e vontades, profundos, deixando-me sem qualquer defesa quando encontram os meus castigados pelo tempo e pela vida, eis a poesia em forma de mulher, de uma bela mulher, com palavras subjetivas e misteriosas que exigem uma grande percepção do leitor para de cifrar seus significados que estão ao mesmo tempo tão claros em suas linhas ousadas que desenha um soneto onde prima pela rima perfeita como teu corpo provocante.
Quando tu mordes esses lábios milimetricamente desenhado por Deus faz-nos mergulhar em nossos pensamentos e ficarmos intrigados e maravilhados com os pêlos ouriçados, como faziam em seus versos, Drummond, Álvares de Azevedo, Olavo Bilac, e como muitos outros apaixonados arriscavam-se; Sua beleza vai muito além do que os outros vêem, vai além do entendível e só ela já bastava para ti linda dona dos meus sonhos, porém, consegues ser linda também por dentro, em teus gestos, atitudes nobres, sinto-me inútil, completamente nada longe do teu calor, do corpo tatuado no meu.
Surgi-se em minha vida no momento em que mais precisava de uma mão amiga, de uma palavra de carinho, me emprestasse tua vida para que assim eu surgir-se como uma Fênix, e já mais deixarei sair dela, ao menos que assim deseje, quero voar contigo se assim permitires, quero aprender e em meus braços ti fazer redescobrir a arte de amar, te mostrando o gosto do beijo, do toque, do corpo, um dia tive medo achei que nuca conheceria o amor, cheguei apenas no seja feliz, hoje ser feliz é estar ao seu lado e gritar aos quatro cantos do mundo, eu te amo, te amo, te amo... Como é bom aprender a mar.
Sou feliz ao seu lado e nada apagara isso, pois roubar-se meu coração, meus pensamentos, meus medos, minhas dúvidas, transformei-me um novo ser para completar o seu... A noite cai, a lua vem para cumprir seu papel velar nossos sonhos e apaixonar nossos corações, já é hora de deitar, sonhar contigo e rezar para que tenhas um bom dia!
Postado por Luiz Siqueira às 14:43 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

DiA a Na

Amor,
Do dicionário resumiu-se assim:
Razão ausente em qualquer parâmetro (acréscimo pessoal)
Inspiração, Afeição profunda, objeto dessa
Afeição, conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos
Na consistência do instinto sexual,
Afeto a pessoas ou a coisas, paixão, entusiasmo...
Buscamos cegamente no desejo do outro,
Razões para viver, motivos de caminhar e descobrir em
Um amor, que à vontade de se ter ao lado é intensa, mesmo que
Nessa busca precisemos mover montanhas, enfrentar o mundo,
Arriscar-se sem culpa, ou simplesmente derrubar a barreira do dizer:

EU TE AMO!
Você me deu um novo sentido
Postado por Luiz Siqueira às 17:42 1 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

... Porque pela primeira vez estou amando sinceramente,
Entreguei-me, me permiti, me vi sem chão, sem saída,
Não como, não durmo, não penso em nada que não seja você,
Fico bobo, nervoso, sem jeito e toda minha preocupação hoje
É te fazer feliz e ti fazer sorrir, é ser seu completamente e pra sempre,
Estar doado a ti, fechar os olhos e seguir em frente ao seu lado,
por isso estou amando pela primeira vez em seu mais alto nível...
Postado por Luiz Siqueira às 17:10 1 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Medo

Medo,
Tenho eu de te perder,
Medo de viver sem você,
Não imagino acordar sem ti ao meu lado estar,
És no que penso a todo o momento,
Sofrimento; resumi-se no tormento de não ti encontrar,
Sem saída, entreguei minha vida em tuas mãos,
Doei meu coração, cegamente sem noção,
Na esperança de ser seu,
Assim como a tenho para mim,
Medo
De não poder nunca mais ti sentir,
Deixando eu de existir,
Medo da falta do teu cheiro,
Da tua pele e do mel dos teus lábios,
De ti perder para vida,
E sem ti não ter mais sossego,
No desespero que me leva ao medo,
De ter medo de não mais ter você.
Esse é meu medo.
Postado por Luiz Siqueira às 13:08 1 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Textual

Amor,
Via de mão dupla
Reciprocidade sem idade e
Sem cobrança, esperança
Que se renova, inova, inventa
Reinventa-se a cada segundo,
Como um poço sem fundo,
Sempre infinito
Vontade sem maldade
Desejo, sina de menina.
Amor, beijo que não mais cabe na boca,
Sem roupa, sem vergonha,
Proponha-me...
Tara de menino, desatino do acaso
Mais, nada por acaso,
Sem noção e explicação,
Amor dito, falado, berrado,
Repetido, salivado, lambuzado,
Feito, refeito, tarado e descarado,
Amor safado, cachorro e vadio,
Sempre no cio,
Amor inseguro, imaturo,
Doado e lapidado, amor melhorado,
Encantado... Encantando a vida,
Traçando chegadas e partidas,
Roubando-nos sorriso e nos dando abrigo,
Amor de repente, há esse é bom,
Porque esse é pra sempre!
Amor...
Postado por Luiz Siqueira às 20:22 2 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Preto e Branco

Hoje ele acordou com vontade de morrer... Correu pelas ruas escuras, sem rumo, direção ou qualquer noção de onde ir, passou por aqui, apressado, atravessado, com o corpo suado, despido e desprovido de qualquer outro sentimento, sua cara pálida e abatida assim como sua vida desvalida, ele passava paralelamente as ondas do mar, permitia que o vento em sua face viesse cortar, os outros que caminhavam por ali despercebidos, ocupados com suas vidas e seus problemas diários não entedia o quanto aquele homem sofria, já cansado da vida, de apanhar e lutar sem nunca chegar a algum lugar, levando rasteira em cada esquina ele parou, as mãos nos joelhos levou, era o sinal da derrota, rezou, rezou, e rezou, pedia a Deus força, coragem e sabedoria para continuar, erguia a cabeça e fitava as estrelas, ali via um filme passar rapidamente, duas décadas e pouco de vida resumidas em alguns segundos, um curta em preto e branco clichê e barato como os trapos que ele vestia, o título era “O que eu fiz da minha vida”, digno de Oscar – melhor filme de drama -solitário, abandonado, apaixonado, mas perdido no erros passados outrora apagados, alguns poucos muito poucos perdoados, porém, querendo sempre ir além, começar de novo, reaprender a viver, se permitir pela primeira vez a amar, de verdade sem maldade, sem cobrança, entregar-se totalmente de olhos fechados, com uma intensidade profunda que expelia por seus poros numa vontade inocente de amar, entregar sua vida em outras mãos sem ele querer ter outra opção, pegar a contra-mão da razão e simplesmente ser seu, por isso tanta insistência, por isso tanta devoção, por isso tanta paixão. Ergueu-se outra vez mais calmo, como uma criança aprendendo a andar meio bamba insegura voltou a passear lentamente esperando o tempo chegar, esperando uma mão amiga, um telefonema ou apenas uma faísca, suplicando uma chance do amor para ser feliz, ele ainda acreditava, continuava, pois a certeza de dias melhores chegarem alimentava seu espírito, ele parou, abriu os braços ao máximo, fechou os olhos, respirou fundo aquietando aquele pedaço seu que bate aqui do lado esquerdo, deixou por conta do vento e do mar a trilha sonora daquele instante tão inconstante, abstraiu-se dali, abandou o seu corpo, a sua vida e os seus dias e como uma mãe recebe um filho entregou-se a ti... Por favor, cuida de mim. Após isso adormeceu ti aguardando nos braços de Morpheus.
Postado por Luiz Siqueira às 11:06 1 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

No Picadeiro


Os aplausos representam a glória, conquista e sucesso, a resposta do dever cumprido, os olhares arregalados e repletos de esperança seguidos sempre de um sorriso, tudo por causa dele ali no meio do picadeiro vestido de alegria e pintado de piadas, encantando, divertindo e entretendo todos a sua volta. Os aplausos representam o fim, da noite e da companhia, o barulho das mãos encontrando-se nas outras me lembram que é hora de estar só outra vez, que o picadeiro vai ficar vazio assim como dentro de mim, apagar o sorriso, caminhar para escuridão, despir-me das alegrias e revelar minha tristeza e minha solidão, sentar de fronte ao espelho, tomar um copo de uísque, colocar na vitrola aquele velho LP e sob meia luz retirar devagar, cada sorriso, cada gesto de conforto, de emoção, deixar no algodão toda dedicação, os sonhos alheios, guardar o nariz vermelho e revelar meus anseios, minha face, cansada, desmotivada, assim sou o que sou assim faço o que faço, cada dia na corda bamba da vida vem o palhaço, equilibrando-se entre uma garrafa e outra, se contorcendo de dor e sofrimento que se misturam ficam juntos e sempre aparece o mesmo tempo, numa combinação perfeita, palhaço, bêbado em depressão, de piada em piada vou morrendo dentro de mim esperando outra vez o fim, nunca imaginando o por vir, um ator doado a ti, na caravana do destino seguindo sempre em frente, suplicando por público, por atenção e compreensão. O circo chegou lá vem o palhaço para mais um dia de alegria de risadas, gargalhadas, para mais uma noite de lágrimas, tristeza, o circo há de existir sem o malabarista, há de existir sem o contorcionista, o circo sobrevive sem o equilibrista e sem o trampolim, mas o circo não há de viver sem mim... E meu povo.
Postado por Luiz Siqueira às 11:00 1 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
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