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Do outro Lado

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Bem vindo novo


Feche os olhos, apague a luz e fique ali por alguns minutos, deixe tudo que é velho do lado de fora da porta, mantenha os sentimentos e as culpas do outro lado de lá, respire calmamente, permita-se os formigamentos involuntários que tomam seu corpo obrigando-o a fugir da inércia, agüente firme e proíba qualquer pressa de estar lá fora apenas por estar lá, caminhem por aquele mundo brilhante que começa a surgir a sua frente, com objetos incandescentes, pássaros, árvores falantes, dê pause, passe uma borracha, agora é permitido apenas lembrar-se de saudades e de sorrisos, saudades de quem você é de verdade, do eu já presente muito mais nos outros do que por dentro, e dos sorrisos que você já não dá mais com tanta espontaneidade, abstrai-se da li e te olhe de longe, como um pintor e sua musa, se olhe como um artista e sua obra prima; veja aquele filme da sua vida passar de maneira imparcial e lembre-se, estar na hora de retocarmos as falhas, mexer um pouco na maquiagem, porém, nunca esconder os arranhões, apenas ornamentá-los para que se tornem coadjuvantes desse longa metragem sem cortes e edições chamado vida. Abra os olhos, respire um pouco mais, deixe a porta abrir sem pressa, então permita a entrada do novo, grite bem vindo ao por vir, jogue-se do outro lado sem medo de cair outra vez, vá em frente, pois a vida não para, não espera, sinta o calor, apegue-se a um bom dia e pratique de fato o desapego da mesquinhez da vida. Bem vindo ao novo, pode entrar a casa é toda sua!
Postado por Luiz Siqueira às 10:45 0 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bom dia

Tem dia que é assim, a gente acorda com a absoluta certeza que não devemos de modo algum trocar nosso canto escuro, perfeitamente aquecido pelas cobertas e o barulho do ar condicionado pelo mundo lá de fora, jogue fora o celular e chave do quarto juntos, de preferência pelo vaso sanitário procurando apertar a descarga ao menos três vezes seguida para ter a certeza que eles não vão voltar de surpresa e gritar levanta e vai encara a vida depois daquela porta ali.
Infelizmente o sonho acaba, é hora de colocar o corpo ainda bambo sobre os pés ainda mornos e aventurar-se na rotina inconstante do meu dia-dia, é hora de atender ao telefone e escutar um breve e pontual ADEUS e o dia mal começou, calma, respira, coloca Ana Carolina e relaxa um pouco ainda são 8h da manha, até meia noite, promete.

Eu Te Amo
Ana Carolina
Composição: Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

120 km

Dos olhos corre água salgada,
Amarga quando toca os lábios,
Manchados, ensopados dos
Teus agora longe distantes
Dos meus dedos que completam
Teus sonhos e se fazem mãos,
Que já não me afagam nem
Confortam-me, deixando-me
Preso do lado de fora do teu abraço
Esse que ficara cravado, entranhado
Na pele, já não mais aquecida
Por sua virilha, já não mais atraída
Por meus encantos e cantos
Que te procuro e me vejo
Perdido no levantar
E golear de mais um copo
Que seca enquanto me
Transborda de sentimentos
Tudo junto ao mesmo tempo
Com limão e gelo que é seu
Coração partindo na contra
Mão do meu,
Beijo já nem tão apaixonante assim
Assado, jogado na sarjeta,
Esperando a gorjeta do teu
Olhar para assim enxugar
O sal que escorre dos meus.
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A Rosa e o Vagabundo - Palhaço Paranóide [Vídeo Oficial]

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mentira



De mentira em mentira o poeta enche o papo,
Nos devaneios perversos de seus estalos,
Cospe da alma tudo que não viveu, conheceu
Ou se quer ouviu falar,
De letra em letra, ele possui a gramática
Como os bêbados as putas,
Constrói uma armadilha e te puxa,
Ele fala de amor e paixão ao mesmo
Tempo, sem a mínima coragem de viver
Tal sentimento.
De boca em boca, ele se propaga e muitas vezes
Afaga as dores do outro até outrora anônimo,
De dor em dor, o poeta se cala, caleja, o peito
Antes despercebido das mazelas das almas
Que agora cobram suas contas,
E assim aprimora a escrita,
De amor em amor, esse surrado poeta vagabundo
No submundo literário,
Sublima nas palavras as dores do mundo.
Melhor ser ignorante, sem rima a sofrer
A sina de saber de mais do que nada se sabe.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

A2 passos

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

dormencia

No meu mundo escorre minhas conseqüências,
Atos das minhas outras inconseqüências
Despelando as minhas costas,
A cabeça pesa no instante que a vista embaça e fico desnorteado
Descontrolado, sem fôlego,
Na beira do precipício que trás na vertigem de seu balé
Um convite...
Um mergulho para longe dali, de tudo,
Apenas soltar-me contra o ar e permitir
A mim (com a devida licença ao português e todas as suas regras),
Um pouco de paz, calmaria
Que não encontro mais em lugar algum, nem nas águas que me batizam,
Nem no seio que me conforto e me alimento, estou tecnicamente morto, ou assim me sinto pela inércia forçada que encontro todos os dias no espelho, que me vejo do avesso, atravessado, descompassado a um passo da falta do sólido sob meus pés,
Gritar?
O silêncio é mais o oportuno,
Infortuno, contudo preciso. ..
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

metade

A tela estava em branco até agora pouco, os dedos travaram antes de conseguir escrever essa crônica que se desenrolará em instantes, mais uma que me sublimo e transcrevo-me para dividir com vocês meus sentimentos mais profundos e obscuros, na minha garganta, um nó proveniente das lágrimas, algumas que chegam aos meus olhos e escapam pelo canto; A dor que eu sinto hoje eu não desejo a ninguém, uma dor pela primeira vez sem tradução, um vazio que se abriu aqui do lado esquerdo de repente, UM GRITO NO MEIO DO ESPAÇO, UM SILENCIO QUE ECOA NO MEIO DO NADA, olho pros cantos vazios e me toma por completo uma saudade de algo que jamais passou por aqui a não ser por dentro, uma ausência tão presente de algo que só ficou vivo em minha mente (uma pausa para pensar um pouco e tomar fôlego para continuar), a vontade é gritar, me abraçar e dizer – tenha calma, tudo vai se resolver. Infelizmente não é bem isso que me acontece, logo as cobranças e as verdades invadem a sala e lá me fazem refém, jogam na minha cara a culpa dessa dor, dessa ausência que vai persistir, eu soldado da vida, poeta, escritor e muito sonhador (pisciano), porém sem nunca permitir meus pés de descolarem do chão, ficava ali parado, sem força, de mãos atadas, impotência, tristeza escondida a força por trás de um sorriso amarelado, de bobas palavras pra te fazerem sorrir, a dor que me consome é a dor da perda, a partida de um pedaço de mim, fico ali num canto sentado encolhido com medo e com vergonha da minha sombra, do que me transformei e no que deixo de ser por preguiça ou descrença, estou a um passo de me afogar na banheira, deixar a água tomar conta de mim e dos pulmões esperando as ultimas bolhas estourarem na superfície, penso um pouco mais e mais, me apego a Deus pedindo conforto em meu peito, sabedoria em meu caminho, estou ficando sem ar, contudo ainda consigo refletir sobre minha vida, a visão já fica um pouco turva, tudo está mais leve, as perdas existem para nos tornar mais fortes, elas surgem de uma maneira estranha e dolorosa trazendo com elas a união, que só descobrimos na separação, o peito começa a ficar seco, os dedos dormentes, o ar cada vez menos, algo precisa me fazer outra vez ficar de pé sai daquela posição de inércia e encarar de vez a vida, dei a cara pra ela bater, agora preciso entrar no jogo e alguém vai ter que apanhar, o chuveiro ligado, a água escorre inundando todo banheiro, é a prova que está chegando a hora, vai levar alguns dias para que achem meu corpo, o telefone a e Campânia vão gritar por me, a água logo vai tomar conta da casa inteira, as correspondências chegaram, quando todos os jobs se acumularem e os clientes cobrarem que eu abstraia toda minha inspiração para transformar suas fantasias em resultado, submetendo-me muitas vezes ao clichê da pobre filosofia popular, ai sim, vão sentir falta de me. Alguns minutos na escuridão esperando enxergar a famosa luz... Ainda a tempo de abrir os olhos fixar as mãos nas laterais e voltar, guardar em algum lugar aquela dor fechar os pulsos, esticar os braços e seguir em frente, acreditar na vida, acreditar em mim, achar a formula da sua felicidade assim que eu descobrir a minha também, fecho o chuveiro desligando tudo que não me acrescenta e que me destrói, esvazio a banheira e lá deixo escorrer minhas frustrações, o banheiro enxugo as minhas ansiedades e o meu sentimentalismo, não me deixe escorrer pelos seus dedos é em teus braços que quero morar, hora de dormir e de amanha recomeçar uma busca incessante pela tal da realização pessoal que é completa quando realizamos o nós e nunca apenas o eu.
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vazio

Queria sorrir sempre,
Ou de repente, sempre
Esconder-me atrás dele
E assim ter vida,
Assim me ter para vida
E quando de disfarçar
para que ninguém possa
Enxergar a beleza que há
Em chorar.
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Atira

Postado por Luiz Siqueira às 05:58 3 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 9 de março de 2010

Para Você



A dádiva de sorrir, toda sua técnica e graça estão diretamente ligadas a ti,
A palavra amor, só é amor e sente-se assim e apenas tem esse significado por causa de você,
Conhecer o verdadeiro sentido de sentir saudade é olhar pro lado ter o vazio de não ser você, abraçar o travesseiro e saber que hoje não vou ti ver,
Desafios na vida, é a procura de cada dia e de todos eles entender o que se passa nessa fantástica mente criativa, dinâmica e completamente sensível.
Recompensa é quando deciframos toda essa complexidade descobrindo o quanto és maravilhosa e como é esplêndido ti amar.
Vitoria é conquistar e reconquistar você a cada segundo, aprender que podemos ser muito mais do que somos, chegar muito mais longe e de lá enxergar pelos teus olhos que podemos sempre repetir o primeiro beijo.
Merecimento, é a perspicácia e todas as qualidades que te fazem esse ser tão superior, é reconhecer todas as suas habilidades sempre superiores as minhas e às vezes silenciar-me, elogiando-te com um largo sorriso esse que me ensina-se tão bem.
Única... A palavra do dicionário que tem sua foto estampada ao lado,
Liberdade, combustível que move tua vida, alimenta teus sonhos e ti permite compartilhar e ensinar a essa pobre criatura ao avesso que o bom da vida está na simplicidade e se veste de rosa.
Homens, criaturas estranhas criadas por Deus para estar sempre ao seu lado, abrir compotas, a porta do carro, servir-te, chamar o garçom (outro homem que esta ali para atendê-la), dizer que ti ama e que esta sempre linda só para ti ver feliz, homens criados para te completarem.
Especial, essa magnitude, bom humor e tudo que flui de você completamente contagiante, nos deixando sem palavra alguma, sempre boque abertos com seu balanço e sua espontaneidade.
Real apenas a certeza que tenho que sem você nada, completamente nada serei.
Obrigado por existir em minha vida, mulher.
Parabéns a você, mãe, filha, anjo, mulher, parabéns a minha mulher.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Película

Ela entrou na minha vida pela janela traseira, quebrou o vidro e caiu sem pára-quedas no banco de trás, primeiro os freios, um susto, o meu, em seguida, alívio o dela e um sorriso num canto da boca, antes apenas os cabelos escuros, cumpridos e tudo que eu pude reparar naquele vestido branco, aquelas pernas e, diga-se de passagem, que belas pernas, olhos nos olhos, um instante inerte, anestesiado, lá fora rua escura quebrando o clima apenas o som daquele farol piscando na hora errada, então o silêncio é interrompido.
- Oi! (primeiro eu)
- Oi!Pisa fundo...
O pé foi ao acelerador sem saber ao certo por que, não conseguia mais pensar, a razão ficou na esquina com medo dos pneus cantando e pulou assustada pela mesma janela que ela entrou, vamos em frente, sem pensar em nada, as coisas lá fora ficava destorcidas, o velocímetro acompanhava as batidas em meu peito, 110, 120, 140... De repente as pernas que me deixaram sem palavras cruzaram para o banco da frente, deslizou, sentou ao meu lado e dessa vez permitiu escapar um lindo sorriso perigoso, olhar meigo misturado com uma malicia só dela, aquela cena precisava ser repetida em slown mottion de preferência, primeiro o salto vermelho, as pernas, calma devagar bem devagar, dava ate pra imaginar um jazz tocando de fundo enquanto as coxas vinham no balanço do vestido curto, de seda, passou a primeira e eu já estou embriagado e desesperado, pois a cena vai se repetir.
- é só isso que pode fazer? Acelera!
Aperta o play e acelera mais uma vez, concentra a curvas na frente perigosas, porem, menos sinuosas do que as curvas de seus quadris, respiração funda a dela, incontrolável a minha, a mulher olhava para trás tendo a certeza que já estava longe de tudo o que lhe afligia, eu me sentia como um anjo, caído, mas um anjo ali surgido em seu caminho de supetão, sem esperar, com o dever de sei lá o quê, por enquanto só de pisar fundo. A chuva aumentava, a visão da pista diminuía, eu concentração total, só não sabia em quê, cortava a noite a fora sem pena, um olho na pista outro nas pernas, saímos da cidade pelo menos era isso que a placa na beira da estrada dizia “boa viagem”, eu agradecia esperando o bom da viagem, pois a boa da historia estava ao meu lado, mais alguns minutos com pé bem fundo no acelerador, algumas olhadas para trás investigando a certeza da fuga, ânimos controlados e mais uma vez silencio quebrado:
- obrigado por me salvar.
- salvar de quê ou de quem?
- sem perguntas... Deixe-me agradecer gato...
Disse ela sem pestanejar, lançando suas pernas sobre mim, perdi o controle por instantes do carro, porque o da situação havia perdido no momento do vidro quebrado, uma mão no volante outra em seus quadris, pé bem fundo, aqueles lábios vermelhos encontraram os meus, há essa hora não dá mais par falar de controle, ela rasgou minha camisa num único movimento, violento, nós dois, abriu minha calça, seria excesso de informação salientar que nesse momento eu estava a ponto de explodir, excitado até o ultimo fio de cabelo? Bem, era verdade eu estava; mão a dela em meu pênis, em seus seios minha boca, na estrada um carro a quase 140 km/h com um vidro quebrado e todos os outros embaçando, aumenta o volume que lá vai um rock rol clássico dos anos 80, enquanto suas mãos agora seguravam meus cabelos, que dizer, arrancavam os poucos que ainda me sobravam, as minhas alternando entre o céu e o volante, apertava-lhe as coxas, pernas e onde tivesse carne, entre apertões e volante, havia tempo para atender seus desejos.
- me bate, com força.
Ela gritava, eu respondia, ou melhor, batia, ela mexia, remexia, eu não acreditava que tudo aquilo era possível, não daquela forma, desafiávamos a física e provamos que sim, dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço, que dizer no carro, eu tava quase lá, suas unhas desciam por minhas costas, cortando como a gata que era ela, ficamos então monossilábicos facilitando a comunicação, ai ai ai ai, ui, ai, seus gemidos, por vezes alto, por vezes mais alto ainda, de repente foram ficando longe, sua imagem ali tão viva, destorcendo aos poucos, então o escuro...
Uma voz ao pé do ouvido que não lembrava em nada a dona daquelas coxas.
- meu filho acorda, para de babá no sofá e vai pra cama!
Frustração, a minha e só minha, ali espojado naquele sofá, ela em widscreen fora do ar, fechei os olhos tentando trazê-la de volta, não adiantou, demorou um pouco pra acreditar, mas ela cumpriu com sua promessa, agradeceu a minha ajuda e fugiu outra vez, me deixou pra trás, gozado, relaxado e muito apaixonado, levou meu coração embora, o sono passou, estou só de volta a rua, hora de apertar o play e pisar fundo outra vez...
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Está faltando alguma coisa em mim e é você amor tenho certeza sim....
E por falar em saudade onde anda você...
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

solitude

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Guardanapo


(resgatando do baú)

O relógio anuncia as horas que perco de minha vida a cada instante me fazendo lembrar que a velhice esta um pouco mais perto de minha porta, as madrugadas a fio sozinho ao lado de um copo de vodka com gelo esquentam meu peito Congelando todo o resto, o sono me pesa os olhos e olho para aquelas gotas que deslizam pelo copo e pingam sobre a toalha da mesa indo embora com o tempo e questiono-me, ‘O que fiz de minha vida?’. Como um bom bêbado que sou, reclino minhas pernas cansadas sobre outra cadeira, fito o vazio e permito surgir em minha mente todas aquelas lembranças que me fazem sentir ainda mais derrotado, embalado pela bossa que não toca no carro, o cenário perfeito para florescer as dores do coração.
Esse canalha que não se decide entre essa ou aquela e me machuca com tamanha força que às vezes tento arrancá-lo e atira-lo na sarjeta, por que não ir mais devagar, sem pressa, com bastante medo para não se arriscar tanto; perco-me dentro de mim, do vazio que me preenche, me pego a Deus e peço-lhe forças e coragem para abrir os olhos e colocar-me de pé um dia mais. Complicamos tanto a vida que nos afogamos em nós mesmos, somos nossos piores monstros, sou um pierrô desgraçado que assassinei minhas colombinas (cometi o mesmo erro varias vezes) e deixei todas as bailarinas chorando no meio do salão; fico imaginando como seria minha vida por outros caminhos, mais simples, calmos, como minha vida poderia ser feliz ao lado de alguém que tanto me ama, porém, eu e esse meu dom de estragar sempre tudo bem antes do era uma vez... Hoje eu consigo ser seu, entretanto pergunto-me angustiante mente quando poderei ser meu?
Postado por Luiz Siqueira às 13:50 2 comentários Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

gastronomia I




2010 – ano dos ideais e por que não das idéias também, esse é o outro lado o qual sou apaixonado (nota-se facilmente pelo meu físico rsrs) e me arrisco, a gastronomia, estava pensando em como compartilhar esse amor por aqui, nascido e criado dentro de um restaurante aprendi com meu pai que a cozinha é um mundo de invenções, acho que foi por isso que segui a carreira de publicitário tão facilmente, tanto na agencia quanto na cozinha estamos sempre em desafio com o público, tentando agradá-lo e fisgá-lo, pelo cheiro, imagem e sabor, proporcionado sempre uma motivação e uma necessidade que sabemos bem fazer, a preocupação com o layout em ambos é imprescindível, dois mundos movidos pela criatividade e inovação, dois mundos cheios de segredo e casos deliciosos. Pois bem, as fotos ilustra pratos os quais depois de muitas tentativas já consigo fazer com certa destreza,mas, isso é só um começo, quem se arriscar rsrsrs, então seguindo os passos de Ana Maria Braga tá ai uma receitinha de massa de pizza, onde tudo começou a alguns anos atrás quando tive minha pizzaria, por favor podem degustar!

Massa para pizza (receita só da massa)

Primeiramente prepare o fermento: em uma vasilha plástica funda, usando luvas, desmanche o fermento no leite morno com as mãos, acrescente o açúcar e a colher de farinha de trigo
Cubra com um pano de prato limpo e leve ao forno desligado
Deixe descansar por 1/2 hora
Depois de descansado, acrescente aos poucos a farinha e o sal, sovando bastante
Não se esqueça do óleo
Se necessário, acrescente leite morno aos pouquinhos ou farinha de trigo
Ressalte-se que na massa não pode ir muito óleo, se não a massa fica dura
Sove bem até a massa desgrudar das mãos e ficar bem lisinha
(no preparo da massa acrescente uma batatinha cozida para deixar a massa ainda mais fofinha).
Demora um pouco mesmo, mas quanto mais se sova, mais a massa fica macia por dentro e crocante por fora depois de assada.
(misture bem a massa com as mãos, quanto mais misturada melhor o resutado)
Quando a massa estiver lisinha, espalhe um pouco de óleo entre as mãos e "unte" a bola de massa
Ponha a massa novamente na vasilha, cubra com o pano, leve ao forno desligado e deixe por 1 hora mais ou menos
Para poupar tempo, unte as assadeiras com óleo
Após descansar, tire a vasilha com a massa do forno, divida em duas partes, estique a massa com um rolo ou garrafa de vidro cheia d'água morna para quente, (importante - você irá determinar a espessura da massa no instante que estiver abrindo as massas) e disponha a massa nas assadeiras
Leve ao forno por alguns minutos em temperatura baixa até pré assar por igual, em seguida retire,
A massa crescerá novamente.
Dica - acrescentar orégano ou ervas finas à massa
A massa em regra fica grossa, crocante por fora e super macia por dentro
Pode, se quiser, substituir o óleo por azeite extra virgem.

O molho e o recheio ficam por conta da sua imaginação.

Bonna petit!
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domingo, 10 de janeiro de 2010

Lacuna

Ele estava ali olhando pro tempo como se procurar-se algo, sua cabeça ia de um lado a outro repetindo o movimento de uma antiga maquina de escrever de um louco escritor, a pergunta era o porquê, ele ali de frente ao mar assistindo as ondas contava cada instante que passava para ter ela de volta, ele vibrava com cada milésimo de segundo que fazia o tempo correr e diminuir o seu sofrimento que ainda tinham segundos, minutos e horas suficiente para consumir alguém que ama de tal maneira que faltava a ele e a mim palavras para descrever tal cena e sentimento, ele se atirava as ondas como se gritar-se pedindo ao mar que levar-se sua mensagem até ela, rezava, contava com a sorte, até a morte passou por sua mente, um inconseqüente a beira de um ataque por causa da ausência carnal de sua amada, as horas que tornavam a distancia ainda mais angustiante penetravam em suas entranhas deixando marcada em sua face, expressões exclusivas de quem estar esperando, esperando, esperando pacientemente...
Saudade é uma lacuna aberta à força que só ha de se fechar com a sua presença, com seus lábios colados, molhados, saudade ingrata que teima em ficar, estaciona-se num peito sofrido e reservado apenas para ti amar, sentimento repleto de lembranças, vazio de presente, conjugado sempre no passado e quem sabe no futuro que ele torce para que seja logo, nada mais tem sabor, nem amor muito menos prazer, a não ser a idéia obsessiva de ter outra vez você.
Desculpa se ti amo tanto, se isso faz de mim um ser egoísta e individualista pensante apenas a dois, alguém que precisa de ti para seguir em frente, para respirar e se mostrar, confiante e constante, ele até caminhava, olhava pro céu estralado e via seu semblante desenhado nas estrelas perto da lua e ele não podia tocar nem tão pouco alcançar, escravo da memória passava vinte horas do dia dormindo na esperança de tu chegares aos sonhos dele, amá-lo e partir, o restante das horas ele sonha acordado.
Ele continua caminhando e esperando um dia, esperando o dia, para ti abraçar, sentir você e outra vez dizer eu amo... Sim eu amo muito você!
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Free

Permita-se ser feliz,
Sem maldade, de verdade,
Desprendido de qualquer vaidade,
Ser feliz por ser você,
Simplesmente por viver
Permita-se amar,
Acreditar cegamente,
Seguir em frente, ser de alguém
Só de alguém, fechar os olhos
Soltar-se ao vento e por vários
E vários momentos,
Parar no tempo,
Esquecer do mundo lá fora,
E agora nessa hora o que mais se quer
É ouvir e repetir o suspiro
Que só conhece quem ama
... De verdade
Permita-se sonhar
Acreditar no amanha,
De manha ver o sol nascer,
E sorrir, ter e semear um bom dia,
A alegria que contagia e nos trás
Como resposta outros sorrisos
Permita-se acreditar
No outro, na saudade,
Na fidelidade de um sentimento
Que sempre nos leva a crer
Que o respeito irá prevalecer,
Permita-se sonhar
Com um mundo melhor,
Encontrando motivos para seguir em frente,
E a gente ali de mãos dadas,
Pronto para qualquer parada,
Sonhe em simplesmente ser feliz,
Em ter um amor e nele acreditar
A qualquer custa e sem culpa,
Viva mais perdoe mais ainda
E a cima de tudo
Permita-se...

Permita-me ter você para sempre...
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