No meu mundo escorre minhas conseqüências,
Atos das minhas outras inconseqüências
Despelando as minhas costas,
A cabeça pesa no instante que a vista embaça e fico desnorteado
Descontrolado, sem fôlego,
Na beira do precipício que trás na vertigem de seu balé
Um convite...
Um mergulho para longe dali, de tudo,
Apenas soltar-me contra o ar e permitir
A mim (com a devida licença ao português e todas as suas regras),
Um pouco de paz, calmaria
Que não encontro mais em lugar algum, nem nas águas que me batizam,
Nem no seio que me conforto e me alimento, estou tecnicamente morto, ou assim me sinto pela inércia forçada que encontro todos os dias no espelho, que me vejo do avesso, atravessado, descompassado a um passo da falta do sólido sob meus pés,
Gritar?
O silêncio é mais o oportuno,
Infortuno, contudo preciso. ..
sexta-feira, 9 de julho de 2010
dormencia
Postado por
Luiz Siqueira
às
14:28
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