Dos olhos corre água salgada,
Amarga quando toca os lábios,
Manchados, ensopados dos
Teus agora longe distantes
Dos meus dedos que completam
Teus sonhos e se fazem mãos,
Que já não me afagam nem
Confortam-me, deixando-me
Preso do lado de fora do teu abraço
Esse que ficara cravado, entranhado
Na pele, já não mais aquecida
Por sua virilha, já não mais atraída
Por meus encantos e cantos
Que te procuro e me vejo
Perdido no levantar
E golear de mais um copo
Que seca enquanto me
Transborda de sentimentos
Tudo junto ao mesmo tempo
Com limão e gelo que é seu
Coração partindo na contra
Mão do meu,
Beijo já nem tão apaixonante assim
Assado, jogado na sarjeta,
Esperando a gorjeta do teu
Olhar para assim enxugar
O sal que escorre dos meus.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
120 km
Postado por
Luiz Siqueira
às
14:12
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