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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fuga

Por aqui, tudo tão frio e cinza, luz por debaixo da porta e por entre o balé da cortina na janela,
Nem se quer um barulho, ao menos um sussurro no pé do ouvido, pêlos ouriçados indicado tua posição e o pensamento, adivinha aonde? Já tentei dormir, te sentir, já te procurei em todas as garrafas de vodca possíveis, passo de canto ao outro investigando os mínimos detalhes, já andei no teto e lá você também não está, olhei também dentro de mim, só resquícios seus. A cama ficou ligeiramente enorme calculo cerca de uma semana para chegar de um lado ao outro, do outro lado vejo... Tudo aquilo que eu poderia ser, minha imaginação é meu pior castigo, tuas ilusões meus melhores vícios, vejo-me preso a desejos seus, do outro lado da rua a procura de um beijo manchado e marcado de batom vermelho barato, perco-me no medo de me perder no tempo, penso em atravessar a porta correr em tua direção e gritar... Baixinho só pro seu coração ouvir, fica comigo, só por essa noite, acostumei-me com a rejeição, com a solidão e com o teu constante e firme não, outra dose de vodca para espantar o frio e trazê-la mais pra perto, As palavras me chegam num instante que passa no momento seguinte, é a forma que encontro de externar o que sinto o que penso, ou como dizem os sábios é a saída para sublimar a minha dor, e como dói amar alguém, quando confiamos nosso espírito nas mãos de outra pessoa, quando nos doamos de alma e corpo e permutamos nossas alegrias, nossas conquistas, quando escrevemos sempre no presente e constantemente no futuro usando sempre o nós, mas será que deveríamos acreditar no amor?
Paro pra refletir entre uma dose e mais outra, investigo o telefone em busca de uma ligação perdida e volto a escrever. Nessa estrada escura eu sigo sem certeza de nada, apenas abri os braços, fechei os olhos sentindo o vento batendo em meu rosto e sem olhar pra trás saltei para o desconhecido, permiti que me dominasse, como o cão a procura de um amigo, entreguei-me a ti, olho pro nada esperando um sinal de vida seu que se foi sem um misero adeus, corro desesperado, louco entre os carros, as pessoas me olham e me julgam um alucinado a procura de um beijo, um abraço, um sorriso, porem só encontro o vazio, ali você não está mais, sinto-me perdido nesse duelo de espadas onde estou armado com um escudo e na outra mão uma flor esperando sua decisão entra lá e aqui, esperando, sempre esperando, procuro forças todos os dias no tempo, no outro amanhecer que rezo pra chegar logo, eu sou todo seu...
Sim podemos acreditar no amor!
Postado por Luiz Siqueira às 09:10 Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

1 comentários:

Anônimo disse...

"... Minha imaginação é meu pior castigo, tuas ilusões meus melhores vícios ..."

Esta frase é simplesmente perfeita pra mim, senti como uma faca cravando o peito, inspirou saudade...

Momento lindO do meu dia: teu blog e teus escritos.

Bjo meu poeta, milhões de bjosssss


Ah!! Acreditemos sempre no Amor ... vale muito a pena.

30 de outubro de 2009 às 13:35

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