sábado, 2 de julho de 2011
Inacabado
Hoje eu precisava me libertar de mim, fugir dali correr a léguas e pular fora, não aguento olhar para trás e me ver ali num canto acuado, amuado, abatido. Acorda bundão, levanta-te e vai a luta, arruma essa cara amassada, desliga da mente esses sambas e enredos que mesmo que você não queira enredam tua vida vazia, sai do escuro e larga de uma vez essa mania de falar que a culpa é dela, pois mesmo sempre sendo dela ou da falta dela, a vida, que te deixa assim sei lá de qualquer jeito, com todos esses trejeitos é só uma parte da metade daquilo tudo que te cabe, que dizer daquilo pouco que lhe resta, a lembrança e a saudade, perturbadoramente encontrando - te vinte quatro horas por noite naquele quadrado quarto frio e sem graça aguçando e permitindo uma guerra forçada de cinco contra um onde ninguém perde de fato, mas fato é que te consumo em meio a meus pensamentos até escorrer de mim, uma única lágrima, que me leva ao céu, teu céu da boca molhada por trás da minhas pálpebras agora relaxadas.
Postado por
Luiz Siqueira
às
07:53
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1 comentários:
sintia falta de teus textos, tão sinceros... uma visão masculina sobre os fatos. Adoro!!!! me retrata um pouco as conversas que tivemos na adolescencia, mas com maturidade!
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